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Política de Privacidade · Fluxo Bus

Política de Privacidade do FluxoBus

Versão 1.0 Vigente desde 12/09/2026

Em português, sem parágrafo de advogado. Se ficar dúvida, chama no WhatsApp que a gente explica.

1. Quem é quem

A empresa de turismo que assina o FluxoBus é quem decide o que coletar do passageiro e para quê. Ela escolhe quais dados pedir na venda, por quanto tempo manter e para que usar. Nós, a Fluxo Multi, fornecemos o sistema e guardamos esses dados por conta dela, seguindo o que ela pede.

Na linguagem da LGPD: a empresa de turismo é a controladora, a Fluxo Multi é a operadora. Isso é diferente do resto da nossa linha de produtos, em que quem usa o software é o único responsável pelo dado que guarda na própria máquina. Aqui o FluxoBus roda em servidor nosso, então a lei nos dá deveres próprios de operador, descritos no art. 39 da LGPD: tratar o dado só dentro do que a empresa contratante instruiu, guardar registro do que fazemos com ele e avisar a empresa se algo sair do combinado.

A empresa cliente formaliza a ciência desta política no momento da contratação, com registro de quem aceitou, quando e a partir de qual endereço, do mesmo jeito que ela aceita os Termos de Uso.

2. O que o sistema guarda

DadoDe quemPara quêPor quanto tempo
Nome, e-mail, papel e senha (guardada embaralhada, nunca legível)Da equipe que usa o sistemaLogin, controle de quem fez o quêEnquanto a pessoa estiver ativa na equipe
Nome, poltrona, embarque e valor pago; CPF e telefone só se a empresa preencherDo passageiroEmitir e conferir a passagem, controlar embarque e cobrança12 meses para contato; 5 anos para identificação (veja seção 7)
Remetente, destinatário e volumeDa encomenda despachada no ônibusControlar entrega e retiradaMesmo prazo do registro da viagem a que a encomenda pertence
Registro de quem lançou, cancelou e conferiu cada venda ou encomendaDe uso do sistema pela equipeAuditoria interna e suporte a disputa12 meses, e a linha sai por antiguidade
Endereço de internet (IP) e horário de cada entradaDe acesso ao sistemaSegurança e obrigação legal6 meses (Marco Civil da Internet, art. 15)

A base legal predominante é execução de contrato (LGPD art. 7, V): o dado existe porque é necessário para vender a passagem, embarcar o passageiro e prestar o serviço de transporte. O registro de acesso tem base em obrigação legal (art. 7, II), por força do Marco Civil.

Não pedimos dado de cartão, não fazemos rastreamento de navegação e não colocamos nenhum pixel de publicidade neste site.

3. Onde o dado fica

O FluxoBus roda em servidor gerenciado na Cloudflare, com backup nosso. Nenhum dado fica só na máquina de alguém: o sistema é acessado pela internet, e é por isso que existem os deveres de operador descritos na seção 1.

4. Quem enxerga o quê

Dentro do sistema, o acesso é limitado por papel. O vendedor vê as vendas dele. O telefone do passageiro só aparece para quem fez aquela venda e para o administrador da empresa. O documento aparece para a equipe de vendas, porque a lista de embarque é conferida com ele na hora de subir no ônibus. Quem confere o embarque na porta vê nome, poltrona e o que falta pagar, e não vê documento nem telefone de venda que não é dele. Uma empresa cliente nunca enxerga o dado de outra empresa cliente.

5. Com quem compartilhamos

O único destinatário dos dados guardados no FluxoBus é a Cloudflare, que executa o sistema, guarda o banco de dados e faz o backup. A Cloudflare não usa esse dado para nada além de rodar o serviço que contratamos dela. Não compartilhamos dado de passageiro com ninguém além disso, e não existe venda de dado a terceiro.

6. Os dados saem do Brasil

Sim, e precisa estar escrito porque é verdade: a infraestrutura da Cloudflare que guarda o banco do FluxoBus fica hoje na América do Norte. Não existe região da Cloudflare no Brasil para esse tipo de banco, então essa é uma transferência internacional de dados, na forma do art. 33 da LGPD. A empresa cliente declara ciência dessa transferência no contrato. O instrumento formal específico de transferência internacional, previsto na mesma lei, ainda está em formalização da nossa parte; até lá, a base é a ciência contratual já registrada. A proteção do dado não muda por causa disso: ele continua cifrado em trânsito, com as mesmas regras de acesso e os mesmos prazos de exclusão descritos nesta política.

7. Por quanto tempo guardamos, e o que apagamos

Os dados ficam enquanto a empresa for cliente. Mesmo com a empresa ativa, o sistema apaga sozinho o que deixou de ter motivo para existir: 12 meses depois da viagem somem telefone e observações do passageiro; 5 anos depois somem nome e documento, ficando só o registro financeiro (poltrona, valor, pago), porque cinco anos é o prazo em que a empresa ainda pode ser cobrada por um cliente ou pelo Fisco. O registro de acesso sai aos 6 meses, como manda o Marco Civil.

Ao encerrar o contrato, entregamos à empresa os dados dela em arquivo, pelos caminhos de exportação que o sistema tem hoje (veja o limite descrito na seção 8), e apagamos o que fica conosco, inclusive dos backups, dentro do prazo do ciclo de retenção.

8. Seus direitos e como usar

Se você foi passageiro e quer confirmar quais dados seus existem, corrigir ou pedir exclusão, fale primeiro com a empresa de turismo com quem você comprou a passagem: é ela quem decide sobre esses dados, porque é a controladora. Se preferir falar com a gente, encaminhamos o pedido a ela e ajudamos no que for técnico.

O sistema tem um mecanismo próprio para isso, que a maioria das empresas de software não tem. Antes de qualquer exclusão, existe uma função de prévia, que mostra exatamente o que vai ser apagado e o que vai ficar, com o motivo legal de cada dado mantido. A função de eliminação apaga nome, documento, telefone e observação do passageiro, e troca o nome nas frases do histórico de uso por "(dado removido)". O assento, o valor, se foi pago e a data da viagem permanecem, porque são obrigação fiscal. O mesmo caminho existe para dado de encomenda. O pedido fica registrado sem o nome da pessoa, como um protocolo, e o sistema entrega um comprovante para a empresa passar ao titular.

Um limite honesto: hoje não existe uma função que exporte todo o dado bruto de um passageiro de uma vez. A portabilidade que existe é parcial, por exportação dos dados de uma viagem específica, e o formato final desse arquivo ainda está sendo definido. Se você pedir seus dados, a empresa consegue te mostrar o que existe sobre você, mas ainda não numa exportação única e completa.

Os nove direitos do art. 18 da LGPD (confirmação, acesso, correção, anonimização, portabilidade nos termos acima, eliminação, informação sobre compartilhamento, informação sobre a possibilidade de não consentir e revisão de decisão automatizada) são exercidos por esse mesmo canal: primeiro a empresa de turismo, com nosso apoio técnico quando ela pedir.

9. Segurança e incidente

Senha nunca é guardada legível, nem nós conseguimos ver a senha de alguém. Cada empresa tem chaves próprias para os comprovantes com QR, e todo acesso ao sistema passa por sessão que expira. Se algum incidente afetar dados de passageiros ou da equipe, avisamos a empresa afetada e, quando exigido, a Autoridade Nacional de Proteção de Dados, no prazo de 3 dias úteis definido pela Resolução CD/ANPD nº 15/2024.

10. Criança e adolescente

O FluxoBus não é um serviço direcionado a criança ou adolescente. Pode acontecer de um passageiro menor de idade viajar acompanhado, e nesse caso o dado dele é inserido pela empresa de turismo, que responde como controladora pela base legal e pelo cuidado extra que o art. 14 da LGPD exige para dado de menor.

11. Mudanças nesta política

Esta é a versão 1.0, vigente a partir de 12 de setembro de 2026. Se mudarmos algo relevante, a empresa cliente é avisada pelo canal de contato dela cadastrado no sistema, e a nova versão passa a valer a partir da data informada, com o histórico de versões anteriores preservado.

12. Contato

Empresa responsável pelo tratamento como operadora: 68.192.317 DOUGLAS SOUZA SILVA, CNPJ 68.192.317/0001-00, com sede em Cansanção/BA. O endereço completo da sede consta no cadastro do CNPJ na Receita Federal e é informado por escrito a quem pedir pelo canal de atendimento.

Canal oficial para assuntos de dados pessoais: WhatsApp (75) 99849-3611, dizendo que o assunto é privacidade. Esse tipo de pedido é tratado separado do suporte do dia a dia. Se preferir e-mail, use [email protected], mas o canal que respondemos primeiro é o WhatsApp.

A confirmação de que existe ou não tratamento é dada de imediato. A declaração completa, com a origem do dado, a finalidade e os critérios usados, sai em até 15 dias contados do pedido, como manda o art. 19 da LGPD. Quando o pedido é de um passageiro, o prazo corre para a empresa de turismo, que é a controladora; nós apoiamos tecnicamente para que ela cumpra.

A Fluxo Multi é um agente de tratamento de pequeno porte, que pela Resolução CD/ANPD nº 2/2022 não é obrigada a indicar um encarregado (DPO) formal, mas é obrigada a manter um canal de comunicação com o titular, que é o WhatsApp acima.