Em português, sem parágrafo de advogado. Se ficar dúvida, chama no WhatsApp que a gente explica.
1. Quem é quem
A empresa de turismo que assina o FluxoBus é quem decide o que coletar do passageiro e para quê. Ela escolhe quais dados pedir na venda, por quanto tempo manter e para que usar. Nós, a Fluxo Multi, fornecemos o sistema e guardamos esses dados por conta dela, seguindo o que ela pede.
Na linguagem da LGPD: a empresa de turismo é a controladora, a Fluxo Multi é a operadora. Isso é diferente do resto da nossa linha de produtos, em que quem usa o software é o único responsável pelo dado que guarda na própria máquina. Aqui o FluxoBus roda em servidor nosso, então a lei nos dá deveres próprios de operador, descritos no art. 39 da LGPD: tratar o dado só dentro do que a empresa contratante instruiu, guardar registro do que fazemos com ele e avisar a empresa se algo sair do combinado.
A empresa cliente formaliza a ciência desta política no momento da contratação, com registro de quem aceitou, quando e a partir de qual endereço, do mesmo jeito que ela aceita os Termos de Uso.
2. O que o sistema guarda
| Dado | De quem | Para quê | Por quanto tempo |
|---|---|---|---|
| Nome, e-mail, papel e senha (guardada embaralhada, nunca legível) | Da equipe que usa o sistema | Login, controle de quem fez o quê | Enquanto a pessoa estiver ativa na equipe |
| Nome, poltrona, embarque e valor pago; CPF e telefone só se a empresa preencher | Do passageiro | Emitir e conferir a passagem, controlar embarque e cobrança | 12 meses para contato; 5 anos para identificação (veja seção 7) |
| Remetente, destinatário e volume | Da encomenda despachada no ônibus | Controlar entrega e retirada | Mesmo prazo do registro da viagem a que a encomenda pertence |
| Registro de quem lançou, cancelou e conferiu cada venda ou encomenda | De uso do sistema pela equipe | Auditoria interna e suporte a disputa | 12 meses, e a linha sai por antiguidade |
| Endereço de internet (IP) e horário de cada entrada | De acesso ao sistema | Segurança e obrigação legal | 6 meses (Marco Civil da Internet, art. 15) |
A base legal predominante é execução de contrato (LGPD art. 7, V): o dado existe porque é necessário para vender a passagem, embarcar o passageiro e prestar o serviço de transporte. O registro de acesso tem base em obrigação legal (art. 7, II), por força do Marco Civil.
Não pedimos dado de cartão, não fazemos rastreamento de navegação e não colocamos nenhum pixel de publicidade neste site.
3. Onde o dado fica
O FluxoBus roda em servidor gerenciado na Cloudflare, com backup nosso. Nenhum dado fica só na máquina de alguém: o sistema é acessado pela internet, e é por isso que existem os deveres de operador descritos na seção 1.
4. Quem enxerga o quê
Dentro do sistema, o acesso é limitado por papel. O vendedor vê as vendas dele. O telefone do passageiro só aparece para quem fez aquela venda e para o administrador da empresa. O documento aparece para a equipe de vendas, porque a lista de embarque é conferida com ele na hora de subir no ônibus. Quem confere o embarque na porta vê nome, poltrona e o que falta pagar, e não vê documento nem telefone de venda que não é dele. Uma empresa cliente nunca enxerga o dado de outra empresa cliente.
5. Com quem compartilhamos
O único destinatário dos dados guardados no FluxoBus é a Cloudflare, que executa o sistema, guarda o banco de dados e faz o backup. A Cloudflare não usa esse dado para nada além de rodar o serviço que contratamos dela. Não compartilhamos dado de passageiro com ninguém além disso, e não existe venda de dado a terceiro.
6. Os dados saem do Brasil
Sim, e precisa estar escrito porque é verdade: a infraestrutura da Cloudflare que guarda o banco do FluxoBus fica hoje na América do Norte. Não existe região da Cloudflare no Brasil para esse tipo de banco, então essa é uma transferência internacional de dados, na forma do art. 33 da LGPD. A empresa cliente declara ciência dessa transferência no contrato. O instrumento formal específico de transferência internacional, previsto na mesma lei, ainda está em formalização da nossa parte; até lá, a base é a ciência contratual já registrada. A proteção do dado não muda por causa disso: ele continua cifrado em trânsito, com as mesmas regras de acesso e os mesmos prazos de exclusão descritos nesta política.
7. Por quanto tempo guardamos, e o que apagamos
Os dados ficam enquanto a empresa for cliente. Mesmo com a empresa ativa, o sistema apaga sozinho o que deixou de ter motivo para existir: 12 meses depois da viagem somem telefone e observações do passageiro; 5 anos depois somem nome e documento, ficando só o registro financeiro (poltrona, valor, pago), porque cinco anos é o prazo em que a empresa ainda pode ser cobrada por um cliente ou pelo Fisco. O registro de acesso sai aos 6 meses, como manda o Marco Civil.
Ao encerrar o contrato, entregamos à empresa os dados dela em arquivo, pelos caminhos de exportação que o sistema tem hoje (veja o limite descrito na seção 8), e apagamos o que fica conosco, inclusive dos backups, dentro do prazo do ciclo de retenção.
8. Seus direitos e como usar
Se você foi passageiro e quer confirmar quais dados seus existem, corrigir ou pedir exclusão, fale primeiro com a empresa de turismo com quem você comprou a passagem: é ela quem decide sobre esses dados, porque é a controladora. Se preferir falar com a gente, encaminhamos o pedido a ela e ajudamos no que for técnico.
O sistema tem um mecanismo próprio para isso, que a maioria das empresas de software não tem. Antes de qualquer exclusão, existe uma função de prévia, que mostra exatamente o que vai ser apagado e o que vai ficar, com o motivo legal de cada dado mantido. A função de eliminação apaga nome, documento, telefone e observação do passageiro, e troca o nome nas frases do histórico de uso por "(dado removido)". O assento, o valor, se foi pago e a data da viagem permanecem, porque são obrigação fiscal. O mesmo caminho existe para dado de encomenda. O pedido fica registrado sem o nome da pessoa, como um protocolo, e o sistema entrega um comprovante para a empresa passar ao titular.
Um limite honesto: hoje não existe uma função que exporte todo o dado bruto de um passageiro de uma vez. A portabilidade que existe é parcial, por exportação dos dados de uma viagem específica, e o formato final desse arquivo ainda está sendo definido. Se você pedir seus dados, a empresa consegue te mostrar o que existe sobre você, mas ainda não numa exportação única e completa.
Os nove direitos do art. 18 da LGPD (confirmação, acesso, correção, anonimização, portabilidade nos termos acima, eliminação, informação sobre compartilhamento, informação sobre a possibilidade de não consentir e revisão de decisão automatizada) são exercidos por esse mesmo canal: primeiro a empresa de turismo, com nosso apoio técnico quando ela pedir.
9. Segurança e incidente
Senha nunca é guardada legível, nem nós conseguimos ver a senha de alguém. Cada empresa tem chaves próprias para os comprovantes com QR, e todo acesso ao sistema passa por sessão que expira. Se algum incidente afetar dados de passageiros ou da equipe, avisamos a empresa afetada e, quando exigido, a Autoridade Nacional de Proteção de Dados, no prazo de 3 dias úteis definido pela Resolução CD/ANPD nº 15/2024.
10. Criança e adolescente
O FluxoBus não é um serviço direcionado a criança ou adolescente. Pode acontecer de um passageiro menor de idade viajar acompanhado, e nesse caso o dado dele é inserido pela empresa de turismo, que responde como controladora pela base legal e pelo cuidado extra que o art. 14 da LGPD exige para dado de menor.
11. Mudanças nesta política
Esta é a versão 1.0, vigente a partir de 12 de setembro de 2026. Se mudarmos algo relevante, a empresa cliente é avisada pelo canal de contato dela cadastrado no sistema, e a nova versão passa a valer a partir da data informada, com o histórico de versões anteriores preservado.
12. Contato
Empresa responsável pelo tratamento como operadora: 68.192.317 DOUGLAS SOUZA SILVA, CNPJ 68.192.317/0001-00, com sede em Cansanção/BA. O endereço completo da sede consta no cadastro do CNPJ na Receita Federal e é informado por escrito a quem pedir pelo canal de atendimento.
Canal oficial para assuntos de dados pessoais: WhatsApp (75) 99849-3611, dizendo que o assunto é privacidade. Esse tipo de pedido é tratado separado do suporte do dia a dia. Se preferir e-mail, use [email protected], mas o canal que respondemos primeiro é o WhatsApp.
A confirmação de que existe ou não tratamento é dada de imediato. A declaração completa, com a origem do dado, a finalidade e os critérios usados, sai em até 15 dias contados do pedido, como manda o art. 19 da LGPD. Quando o pedido é de um passageiro, o prazo corre para a empresa de turismo, que é a controladora; nós apoiamos tecnicamente para que ela cumpra.
A Fluxo Multi é um agente de tratamento de pequeno porte, que pela Resolução CD/ANPD nº 2/2022 não é obrigada a indicar um encarregado (DPO) formal, mas é obrigada a manter um canal de comunicação com o titular, que é o WhatsApp acima.